Relato sobre os grandes homens do Novo Testamento

Se o evangelista Lucas escrevesse uma carta para a LLLB, talvez ele o fizesse assim:

“Caros amigos, leigos luteranos do Brasil
Antes de tudo, gostaria de me apresentar. Eu sou Lucas, o evangelista. Fui eu quem escreveu o Evangelho que leva o meu nome e também escrevi o relato dos Atos dos Apóstolos, um dos livros históricos do Novo Testamento. Eu nasci na Antioquia, uma cidade grega e lá vivi maior parte da minha vida. Eu era médico de profissão, pintor e músico nas horas vagas. Mas me dediquei à obra do Reino de Deus. Tornei-me discípulo dos apóstolos e mais tarde segui o apóstolo Paulo até o fim de sua vida. Paulo era um grande companheiro e nós nos dávamos muito bem, tanto que ele se lembra de mim como o “médico amado” quando ele escreveu a carta aos Colossenses (4.14).

É verdade, pois, enquanto muitos abandonaram Paulo nas suas viagens, eu sempre me mantive ao seu lado, pois sabia de suas fragilidades na saúde (2 Tm 4.11). Nós éramos companheiros. Trabalhamos na missão de levar Cristo às nações vizinhas. Servi ao Senhor com perseverança. Dediquei-me a história da vida de Cristo e da Igreja primitiva e por isso pude escrever os livros bíblicos acima citados, depois de acurada investigação.

Deus me deu o dom da medicina também, porque a medicina é criação de Deus. O médico tem o dom e a capacidade de curar o físico do ser humano. E isso decorre de Deus. O que for além disso, é milagre, e aí, é Deus mesmo quem opera. O natural “pertence” ao homem, porém, o sobrenatural pertence a Deus. A medicina não age à parte de Deus, mas como instrumento de Deus. Em tempo eu pude compreender que a cura do corpo não é tudo que o ser humano precisa. A pior doença do ser humano está na sua alma. Compreendi que o Evangelho de Jesus Cristo é o bálsamo poderoso para curar o maior mal do ser humano, o pecado, e por isso me engajei nesta missão junto com o irmão Paulo. E não precisei abandonar a medicina para servir a Deus.
Ao escrever o Evangelho ( que leva meu nome: Lucas) quis deixar claro a universalidade da graça de Deus. Ressaltei neste escrito a amável atitude de Cristo com os humildes. Também dei destaque especialmente à oração. Relatei três parábolas de Jesus sobre a oração que não estão nos outros evangelhos. Fiz questão de registrar as orações que Jesus fez em momentos cruciais, como em seu batismo; no deserto, ao ser tentado; na escolha dos discípulos; na transfiguração; antes de ensinar o Pai Nosso; no jardim do Getsêmani e na cruz. Neste Evangelho, também dei destaque às mulheres, que devem ser honradas. Lembro-me de Maria e Isabel; Maria e Marta; as filhas de Jerusalém além de muitas viúvas. Fiz questão de fazer uma narrativa bem completa da biografia de Jesus. O que não estava nos outros escritos existentes, procurei acrescentar, lógico, depois de investigar acuradamente. A biografia de Jesus Cristo precisava ser a mais completa possível e tinha que estar por escrito.

Ao escrever o livro dos Atos dos Apóstolos queria deixar registradas informações sobre a igreja primitiva e possibilitar à igreja do futuro visões dos grandes momentos da era apostólica. Para isso registrei as palavras de Cristo na Ascenção quando ele falou: “sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém com em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Isso me levou a recomendar o cristianismo ao governo romano. Fiz questão de demonstrar que os cristãos eram cidadãos bons e fiéis. Ficou também demonstrado que o cristianismo é uma religião universal para todos os homens de todas as nações. Em resumo, poderia dizer que com esse livro eu queria mostrar a expansão do cristianismo, e como essa religião que começou em Jerusalém chegou a Roma. Era preciso que o mundo soubesse do poder milagroso do Evangelho que foi vencendo as perseguições e foi alcançando corações e se expandindo mundo afora. E com a graça de Deus e com o esforço de cada irmão cristão luterano, este Evangelho continuará mudando as vidas das pessoas, trazendo esperança, salvação e paz.

Eu espero e desejo que cada leigo possa se engajar nesta obra tão especial de proclamar o reino de Deus. Relembro aqui as palavras finais do livro de Atos para que sirva de motivação a você, leigo luterano: “pregando o reino de Deus, e, com toda intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo.

Abraços.
Lucas, o evangelista.

Roberto Schultz – pastor da IELB
Paróquia Esperança de Campo Grande, Cariacica -ES
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Nova Bethânia
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