Arquivo da categoria: Palavra dos Pastores

CAMINHANDO COM LUTERO IV

John Huss

Como vimos anteriormente, a Reforma Luterana do Século XVI não aconteceu isoladamente. Outras pessoas (Teólogos/Pensadores) também procuraram levar a Igreja de então a uma reflexão sobre suas doutrinas e suas práticas. Os pecados da Igreja da época: abuso do poder, ostentação e luxo, venda do perdão dos pecados, venda de cargos eclesiásticos, “politicagens”, foram combatidas por pessoas escolhidas por Deus. No entanto, o destino dessas pessoas, foi muito parecido: EXCOMUNHÃO, CONDENAÇÃO, MORTE!

JOHN HUSS

Nascido em 1369 (ou 1371) na Boêmia, onde hoje se localiza a República Tcheca, John Huss teve uma formação filosófica e teológica, apesar de ser oriundo de família humilde. Na Universidade de Praga, tornou-se professor de teologia em 1398, sendo ordenado padre em 1400. Em 1402 ele foi nomeado reitor e pregador da capela da Universidade. Ali, na Capela de Belém, ele pregou com dedicação a reforma que tantos outros checos propunham desde o tempo de Carlos IV. Segundo o historiador Justo Gonzalez: “Sua eloquência e fervor eram tamanhos que aquela capela em pouco tempo se transformou no centro do movimento reformador”.

Estudioso dos escritos de John Wycliff, de quem adotava algumas idéias, Huss passou a pregar em seus sermões que a bíblia era a grande autoridade dentro do cristianismo e o grande paradigma para a vida do cristão, contrapondo-se à autoridade da hierarquia eclesiástica. Defendia que a comunhão (Eucaristia) deveria ser oferecida a todos os fieis. Além disso, John Huss pregava a ideia de uma Igreja humilde, contra a ostentação e luxo que apresentava a Igreja de então

Segundo Gonzalez: “Huss nunca se tornou um adepto de Wycliff. Os interesses do inglês não eram os mesmos do boêmio, que não se preocupava tanto com as questões doutrinárias como com uma reforma prática da igreja. Ele particularmente nunca esteve de acordo com o que Wycliff tinha dito sobre a presença de Cristo na ceia, e até o fim continuou defendendo uma posição muito semelhante à que era comum em seu tempo – a transubstanciação”..

A postura de Huss de falar contra certos pecados da Igreja causou uma forte oposição, como era de se esperar. Entretanto, as condições sociais a que estava submetida grande parte da população da região em que John Huss vivia, contribuíram para que a situação se tornasse ainda mais conflituosa. Huss tinha a favor de si a humildade, gentileza e o carisma popular. A pregação de Huss contra a situação de exploração e miséria a que estavam submetidos os camponeses da Boêmia fez com que ele conseguisse pessoas que o admiravam e outras que tinham ressalvas severas contra seus ensinos.

É preciso também saber que grande parte da nobreza proprietária das terras da Boêmia eram de origem alemã. As idéias de John Huss conseguiram sensibilizar os nobres de origem tcheca, que viam em suas pregações uma forma de enfrentar os germânicos. Com isso, Huss garantiu sua eleição para o cargo de reitor na Universidade de Praga, em 1409, sob as ordens do rei da Boêmia, Venceslau IV. A indicação de Huss era uma forma de contrapor a influência germânica dentro da Universidade.

Rapidamente a Igreja católica passou a se manifestar contra a presença de John Huss na Universidade. O papa decretou um interdito, banindo as cerimônias religiosas em Praga enquanto Huss estivesse na cidade. As posições contra a venda das indulgências e demais críticas contra a Igreja levaram-no a ser acusado de heresia. Em 1412, Huss foi excomungado.

À época havia na Europa católica três papas, no fenômeno conhecido como Cisma do Ocidente. Para tentar sanar a situação, foi convocado o Concílio de Constança, em 1414, que, dentre outras coisas, julgaria alguns casos de heresia.

John Huss foi convocado para o Concílio de Constança, portando um salvo-conduto dado pelo rei Segismundo de Luxemburgo para que pudesse apresentar os motivos de suas ideias. Tal medida não impediu que Huss fosse preso durante os sete meses que duraram seu julgamento, e ele não conseguiu convencer os altos dignatários e também não renunciou a seus posicionamentos. Foi condenado por heresia pelo Concílio e no dia 06 de julho de 1415 foi queimado na fogueira.

Quando foi convidado a se retratar dos seus ensinos, segundo Justo Gonzalez ele teria dito: “Apelo a Jesus Cristo, o único juiz todo-poderoso e totalmente justo. Em suas mãos eu deponho a minha causa, pois Ele há de julgar cada um não com base em testemunhos falsos e concílios errados, mas na verdade e na justiça.

E ainda finalizando o relato sobre a vida de John Huss, Justo Gonzalez descreve:
“Por vários dias o deixaram encarcerado, na esperança de que fraquejasse e se retratasse. Muitos foram lhe pedir que o fizesse, talvez sabendo que sua condenação seria uma mancha indelével para o concílio de Constança. Mas João Huss continuou firme. Por fim, no dia 6 de julho, ele foi levado para a catedral de Constança. Ali, depois de um sermão sobre a teimosia dos hereges, ele foi vestido de sacerdote e recebeu o cálice, somente para logo em seguida lhe arrebatarem ambos, em sinal de que estava perdendo suas ordens sacerdotais. Depois lhe cortaram o cabelo para estragar a tonsura, fazendo-lhe uma cruz na cabeça. Por último lhe colocaram na cabeça uma coroa de papel decorada com diabinhos, e o enviaram para a fogueira. A caminho do suplício, ele teve de passar por uma pira onde ardiam seus livros. Mais uma vez lhe pediram que se retratasse, e mais uma vez ele negou com firmeza. Por fim orou, dizendo: “Senhor Jesus, por Ti sofro com paciência esta morte cruel. Rogo-Te que tenhas misericórdia dos meus inimigos”. Morreu cantando os salmos.
Apesar de sua morte, os conflitos na Boêmia se intensificaram, originando o que ficou conhecido como Revolução Hussita, entre os anos de 1419-1437.

BIBLIOGRAFIA
GONZALEZ, Justo L., Uma história ilustrada do cristianismo, Vol. 5, páginas 95 a 102, editora Vida Nova.

Pastor Adelar Munieweg – Conselheiro da LLLB 2015/2017

CAMINHANDO COM LUTERO – PARTE III

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Estamos chegando bem perto da história de Lutero…
Hoje queremos conversar sobre a vida de John Wyclif
Wyclif nasceu em 1328. Ele estudou e ensinou em Oxford, Inglaterra, a maior parte da sua vida. Até o ano de 1378 ele queria reformar a igreja através da eliminação dos clérigos (padres, bispos, etc) imorais, e também com isso estes perderiam o direito à propriedade que eles tinham. Segundo Wyclif os líderes da igreja poderiam usar os bens da igreja, mas não teriam direito a posse deles. A falha em cumprir suas funções seria razão suficiente para a autoridade civil tirar os bens deles e entrega-los somente aos que servem a Deus dignamente (CAIRNS, 1995, p. 204).
Essa reivindicação de Wyclif agradava os nobres que esperavam se apoderar dos bens da Igreja Romana. Por isso Wyclif obteve proteção deles para que a igreja de Roma não o pegasse.
Mas a luta dele não foi só por causa das propriedades. A partir de 1378 ele começou a se opor as doutrinas ensinadas, das quais destaco algumas de suas posições:
– Em 1382 ele escreveu em um livro que Cristo, e não o papa, era o chefe da igreja;
– Afirmou que a Bíblia, e não a Igreja, era a autoridade única para o crente, e que a Igreja Romana deveria se moldar segundo a Igreja do Novo Testamento;
– No ano de 1382 Wyclif se opôs a doutrina da transubstanciação. Essa doutrina ensina que o pão e o vinho se transformavam no corpo e sangue de Cristo na Santa Ceia. Nós luteranos cremos na presença real, onde cremos que não há transformação da substância, mas que Cristo está presente de forma real na ceia, juntamente com o pão e o vinho, assim como Jesus mesmo instituiu. Isso mexeu com a Igreja Romana, pois tirava o “poder de dar a salvação” das mãos do bispo, visto que eles acreditavam que o sacerdote tinha o poder para transformar os elementos da ceia.
– Condenava o comércio de indulgências e veneração de relíquias;
– Criticava veementemente as cerimônias externas e tradições humanas que ofuscavam a Palavra de Deus;
Em 1382 Wyclif terminou a primeira tradução completa do Novo Testamento para o inglês, dando a possibilidade ao povo de ler a Bíblia em sua língua materna. Em 1384 Nicolau de Hereford terminou a tradução do Antigo Testamento para o inglês.
Um fato marcante da vida de Wyclif é que quando ele se encontrava acamado em Londres e muito enfermo, vieram certos frades para lhe dar conselhos. Depois de ouvir eles pedirem que ele se retratasse de tudo o que havia ensinado antes de sua morte, ele com muita coragem recostou-se na cama e recitou as palavras do Salmo 118.17: “Não morrerei, antes viverei e contarei as obras do Senhor” (FOXE, 2005, p. 63-64).
Faleceu em 1384 em Lutterworth, onde ocupava o cargo de pregador. Um fato marcante foi que mesmo depois da morte, o ódio e a perseguição a ele não terminou. Por uma determinação do concílio de Costnitz que condenou a sua doutrina, os seus restos mortais foram exumados e queimados, sendo que as cinzas foram jogadas em um rio, bem longe de qualquer igreja.
Este relato da vida de John Wyclif tem muito a nos ensinar. Uma bela conclusão a que chegamos, é que podem até destruir o nosso corpo e tentar apagar aquilo que falamos e ensinamos, mas a Palavra de Deus permanece para sempre. Mesmo que condenaram e exumaram o corpo deste pré-reformador, o seu ensino permaneceu e por isso podemos e devemos continuar dizendo: “Vou viver e anunciar o que o Senhor tem feito”. Amém

Referências Bibliográficas
CAIRNS, Earle E. O cristianismo através dos séculos: uma história da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova, 1995.
FOXE, John. O livro dos mártires. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.
JUST, Gustav. Deus despertou Lutero: Vida e obra do Reformador com alguns capítulos introdutórios e conclusivos da história geral da Igreja e da missão. Porto Alegre: Concórdia, 2003.

Pr. Clóvis Blank
Pastor Conselheiro da LLLB

EU CREIO EM JESUS

NATAL LLLB

“…a fim de que eu servisse de exemplo aos que haviam de crer nele para a vida eterna” (1 Timóteo 1:16).
Li recentemente a história de um homem chamado Oswald Golter. Ele era um missionário na China durante a década de 40, no século passado. Depois de dez anos de trabalho ininterruptos, estava retornando para casa. Seu navio fez uma parada na Índia e enquanto esperava o momento de voltar ao lar, encontrou um grupo de refugiados que vivia num armazém no cais. Rejeitados por todos e sem qualquer tipo de ajuda, eles viviam ali de maneira precária. Golter foi visitá-los e como era véspera de Natal, além de lhes desejar um “Feliz Natal”, perguntou-lhes o que gostariam de receber por ocasião daqueles dias festivos.
– “Não somos cristãos, não acreditamos no Natal,” responderam.
– “Eu sei,” disse-lhes o missionário, “mas o que querem neste Natal?”
Disseram que gostavam muito de um tipo de massas (uma espécie de pastel) e Oswald Golter pegou uma boa quantia que havia reservado para seu uso ao regressar para casa e comprou muitas cestas daquelas massas, levando-as a seguir ao grupo, desejando-lhes um “Feliz Natal”.
Mais tarde, um dos seus alunos, que a tudo presenciara, perguntou:
– “Senhor, por que fez isso por eles? Eles nem eram cristãos. Nem crêem em Jesus.”
– “Eu sei,” ele respondeu, “mas eu creio!”
Jesus nasceu para que eu tivesse um Salvador. Ele nasceu para morrer. Morrer pelos meus pecados, para que eles fossem perdoados. Em resposta a esse grandioso amor e perdão (que é o grande presente do Natal!), posso viver uma vida diferente mesmo quando muitos ao redor de mim não o fazem. E, se deixar a luz de Cristo brilhar em mim e através de mim, certamente verei um mundo melhor, serei mais feliz e farei muitas pessoas mais felizes.
O apóstolo Paulo escreveu: “…a fim de que eu servisse de exemplo aos que haviam de crer nele para a vida eterna” (1 Timóteo 1:16).
No exemplo de Paulo, no exemplo de Osvald Golter e de tantos outros homens de Deus, nós Leigos Luteranos da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, vamos marchando, proclamando o Evangelho Maravilhoso do Perdão e da Vida Eterna que temos pela fé em Cristo, a razão e o sentido do nosso Natal.
Um desafio e um privilégio para cada dia do ano e, especialmente nesta época de natal e ano novo é dizer a este mundo tão sofrido:
– “MAS EU CREIO!”
UM FELIZ NATAL COM JESUS! UM FELIZ NATAL DE JESUS!

JUNTOS SOMOS MAIS!
Pastor Adelar Munieweg
Conselheiro da LLLB

CAMINHANDO COM LUTERO – PARTE II

CAMINHANDO COM

CAMINHANDO COM LUTERO II – SITUAÇÃO RELIGIOSA E FATOS QUE MARCARAM A IDADE MÉDIA TARDIA

A nossa caminhada com Lutero ainda não chegou a ele. Mas para todo exercício é necessária a preparação. Portanto, antes de chegarmos a Lutero vamos fazer o “aquecimento e alongamento” com os fatos anteriores a reforma luterana.
A situação religiosa – A igreja ia crescendo e com isso foi necessário que houvessem mais pregadores em comunidades maiores. E alguns destes pregadores tiveram mais prestígio e foram chamados de bispos. Eram principalmente os bispos de Roma, Jerusalém, Antioquia e Constantinopla que desfrutavam de grande autoridade.
As comunidades menores buscavam conselhos nestes lugares para assuntos mais graves. A maior influência dos bispos foi de Roma.
Com o passar do tempo os bispos de Roma se acharam mais importantes do que os outros bispos e se atribuíram o direito de serem somente eles os árbitros na Igreja de Deus. Também ficavam muito irritados quando alguém resolvia não se submeter ao seu julgamento.
Eles passaram a afirmar que Pedro fora o fundador da comunidade em Roma, e seu bispo, durante um longo período.
Gregório VII, o antigo monge Hildebrando, ocupou o trono papal em 1073. Ele proibiu o casamento dos sacerdotes e exigiu que todos os sacerdotes recebessem o seu cargo e seus territórios não do poder secular, mas unicamente de suas mãos. Ele dizia: “Assim como a Lua recebe a sua luz do sol, assim os imperadores e príncipes devem ser investidos no poder através do papa. O papa é o representante de Cristo na terra. Por isso, todos os senhores e poderosos deste mundo lhe devem obediência. Somente ele tem o direito e o poder de empossar e de depor”.
O surgimento do papado em Avignon: De 1309 a 1378 a sede do papado foi transferida para Avignon (França) levando o poder do papado para lá.
O que se via neste papado segundo um poeta da época, chamado Petrarco, era: luxúria, mundanalidade, era para ele o “esgoto do mundo” (LINDBERG, 2001, p. 59). Críticos começaram a murmurar dizendo que Jesus disse a Pedro para apascentar as ovelhas (Jo 21.15-17) e não as tosquiar.
Em março de 1378, com a morte do papa Gregório XI o papado voltou para Roma. Lá foi escolhido Urbano VI. Só que em setembro deste ano os cardeais alegaram que a eleição tinha sido inválida por suposta pressão das multidões. Então escolheram Clemente VII para ser papa. A partir daí um residia em Roma e outro em Avignon. O problema é que os dois se consideravam papas e um excomungou o outro. E agora? A quem se deveria a honra e autoridade papal? Quem seria o representante de Cristo na terra? Com isso o prestígio do papado caiu muito.
O surgimento de um papado tríplice: Em 1409 cardeais de cada um dos papas reuniram-se para um concílio onde decidiram depor os dois papas considerando-os como cismáticos e hereges notórios, elegendo um novo papa, Alexandre V, arcebispo de Milão. Imaginem o que aconteceu? Três papas!
Além de tudo isso, se somava o pouco caso que se fazia ao celibato. Os filhos bastardos dos bispos se moviam no meio da nobreza, reclamando abertamente o sangue de que eram herdeiros. Até o digníssimo dom Pedro Gonzáles de Mendonza, que sucedeu a dom Alonso Carrillo como arcebispo de Toledo, tinha pelo menos dois filhos bastardos, a quem mais tarde, com base no arrependimento do arcebispo, Isabel declarou como legítimos. Se isso ocorria no alto clero, a situação não era melhor entre os padres paroquianos, muitos dos quais viviam publicamente com suas concubinas e filhos. E visto que tal situação não tinha a permanência do casamento, eram muitos os sacerdotes que tinham filhos de várias mulheres (GONZALES, 1995, p. 23).
Onde está a autoridade para decidir entre questões religiosas? No papado? Nos concílios? Ou na Palavra de Deus? Será que todos ficaram quietos e aceitaram todas estas coisas que estavam acontecendo? Não.
As cenas dos próximos capítulos vão nos falar de homens como John Wickiff e John Huss.

Referências Bibliográficas
GONZÁLES, Justo L. E até os confins da terra. Uma história ilustrada do cristianismo. São Paulo: Vida Nova, 1995. v.6
JUST, Gustav. Deus despertou Lutero: Vida e obra do Reformador com alguns capítulos introdutórios e conclusivos da história geral da Igreja e da missão. Porto Alegre: Concórdia, 2003.
LINDBERG, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001.

Pr. Clóvis Blank, Conselheiro da LLLB

TEMPO DE ADVENTO – 2º DOMINGO

TEMPO DE ADVENTO2

ADVENTO quer dizer vinda. É um tempo em que a igreja olha para o cumprimento final da volta de Cristo, ao mesmo tempo em que olha para o passado, lembrando o cumprimento das promessas de Deus em Belém. Geralmente ressalta-se três significados do ADVENTO:
1º a vinda do Senhor como nosso irmão, no Natal;
2º a vinda do Senhor pela palavra e sacramentos;
3º a vinda do Senhor em glória no final dos tempos.
Um sentido está presente em qualquer desses significados: o de uma antecipação e expectativa alegre e solene. Desta forma, o ADVENTO não serve apenas como preparação para o Natal, mas também como introdução apropriada para todo o Ano Litúrgico da Igreja.
As quatro velas de Advento nos lembram a cada Domingo que passa que Jesus está chegando. A vela branca, símbolo da pureza de Cristo, é acesa no Natal, ponto alto desse período. A cor azul/roxa dos paramentos, símbolo de esperança celeste, quer nos animar a aguardarmos com alegria a vinda do Salvador.
Convidamos a cada leigo, junto com sua família, a preparar sua coroa de Advento e nos próximos 4 domingos, que antecedem o Natal, ter o seu momento de culto no lar, louvar a Deus com canções natalinas e meditar na Palavra do Senhor.
Que Deus os abençoe em todo o tempo, e muito especialmente neste tempo de espera, tempo de Advento!
(Colaborador: Renato Hoerlle, pastor na CEL Cristo Redentor, Três Vendas – Pelotas/RS)

Caminhando com Lutero

Reforma - 495 Anos

Queridos irmãos, leigos de todas as partes de nosso Brasil!
É com imensa alegria que chegamos até vocês. Como todos vocês sabem, estamos entrando em contagem regressiva para a comemoração dos 500 anos da Reforma Luterana.
Assim também nós, Liga de Leigos Luteranos do Brasil, queremos refletir sobre alguns aspectos importantes da Reforma Luterana.
Nós, da diretoria eleita no último congresso nacional, estamos nos reunindo mensalmente para pensarmos nos trabalhos da liga e, também, para refletirmos sobre a reforma luterana.
E queremos neste espaço, compartilhar algumas coisas com vocês sobre o que conversamos na reunião. Fiquem bem à vontade para usar este material e também para enviar comentários e sugestões para nós.
Coloco como título “caminhando com Lutero”, pois queremos caminhar com ele, como se estivéssemos nesta caminhada batendo um papo e descobrindo coisas importantes sobre aquele período e também sobre a vida e obra do reformador.
Para começar trago alguns aspectos do fim da idade média, um pouco da realidade da Europa nos anos que antecederam a reforma:
Eles estavam vivendo uma era de crises. Crise não é uma característica particular da Idade Média. Hoje passamos por crise financeira (alta do dólar) e crise política (corrupção, desvio de dinheiro), mas dizem historiadores que “foram poucas as vezes em que a percepção de crise alcançou e abarcou todas as classes sociais e tomou conta de (…) áreas tão extensas da Europa Ocidental” (OBERMAN, 1973 apud LINDBERG, 2001, p. 39). Ao longo desta nossa reflexão veremos quais são as “áreas mais críticas”.
Algo que teve grande impacto na população europeia foi uma grande crise agrária em meados do século XIV, o que contribuiu para a urbanização. Os sobreviventes procuravam nas cidades uma condição de vida melhor e, na maioria das vezes, não encontravam. Isso fez com que a maioria destes, se submetesse a empregos que proporcionavam condições mínimas de sobrevivência, ou senão, reduziam-se a pedintes.
Crônicas da época arrolavam sucessão de enchentes, invernos rigorosos e secas severas. No sul da França as chuvas inundaram a região da Provença em 1307-08 e 1315 (LINDBERG, 2001, p.40).
Esta situação fez com que clérigos e leigos marchassem em procissão, com os pés descalços, para que segundo eles pudessem apaziguar a Deus em razão dos pecados humanos. Mas eles diziam: “Deus demorou a ouvir as orações” (LINDBERG, 2001, p. 40).
Também no sudeste da Alemanha aconteceram tremores de terra e grandes enxames de gafanhotos seguiram-se às crises de fome aguda nos anos de 1315-17.
O imperador Carlos IV escreveu que havia sido acordado em uma manhã por um cavaleiro que gritava: “Levanta-te Senhor! O juízo final está aqui, pois o mundo inteiro está cheio de gafanhotos” (LINDBERG, 2001, p. 41).
Fraca e malnutrida a população foi atingida por surtos de febre tifoide e em seguida pela terrível Morte Negra em suas várias formas de peste: bubônica, pneumônica e septicêmica.
É difícil para nós imaginar o impacto pessoal e social que tinha a peste. Diz Lindberg (2001, p.42) falando sobre a peste: Ela podia derrubar uma pessoa sadia em uma questão de dias, ou, em sua versão septicêmica – na qual o bacilo entrava na corrente sanguínea – numa questão de horas. O temor bastante difundido de uma morte iminente e horrível causava o colapso dos costumes e normas.
Há uma estimativa que 30% da população europeia tenha sucumbido em decorrência da peste.
Durante o período da Reforma a peste tinha abrandado, mas ainda representava um perigo real. A brevidade da vida nunca estava longe dos pensamentos das pessoas. A peste era percebida em grande escala como a punição de Deus pelos pecados da humanidade.
Com tudo isso era natural que se tentassem formas de resolver a situação. Muitos acreditavam que a flagelação poderia “apaziguar a Deus”. Assim muitas vezes se reuniam para atividades de flagelação muito sangrenta. Também praticavam procissões que ainda ajudavam a disseminar ainda mais a peste por causa do contato com pessoas infectadas.
Visando proteção para a peste buscava-se a intercessão dos santos. Um exemplo é Sebastião, que havia morrido atingido por flechas. Acreditava-se que a ira de Deus causada pelas flechas da peste direcionadas a Sebastião poderiam auxiliar os doentes. Também se buscava o auxílio de Maria.
Alguns interpretavam a peste como maquinação dos judeus. Em 1349 judeus foram mortos de forma cruel na Alemanha e em outros países.
Multiplicavam-se as intercessões litúrgicas com o fim de facilitar a passagem dos falecidos ao céu. O catolicismo do final da Idade Média era em grande parte um culto dos vivos a serviço dos mortos (GALPERN, 1974 apud LINDBERG, 2001, p. 45). Este “serviço” da igreja foi explorado pelas doutrinas do purgatório e das indulgências.
Aliada a toda esta crise ainda havia as guerras. A expressão prolongada foi a guerra dos Cem Anos (1337-1453) entre as monarquias francesa e inglesa.
Algo que é muito importante e alavancou a reforma foi o desenvolvimento da impressão. O que se tinha até o momento era o papiro e o pergaminho, que eram muito caros e de difícil acesso. O desenvolvimento de um papel relativamente barato de polpa de linho, introduzido por Marco Polo a partir da China tornou financeiramente viável o desenvolvimento da impressão.
E assim novas ideias difundiram-se agora com rapidez. Ao passo que ideias religiosas de Wyclif se espalharam com extrema lentidão através de cópias manuscritas. (Imaginem se Lutero tivesse facebook)!
Junto com a invenção da impressão também teve um rápido florescimento a mineração na Alemanha. A maior parte da prata era usada para fazer moedas, o que facilitou uma revolução monetária. A medida que a economia adotou o dinheiro houve um crescimento bancário na Alemanha. Isso fez com que tivesse ascensão a grande casa bancária dos Fugger que se envolveu em muitas áreas (indulgências, eleição imperial de Carlos V). A mineração permitiu o aumento direto da riqueza de Frederico, o Sábio, o eleitor da Saxônia, futuro protetor de Lutero. A riqueza de Frederico fez com que ele também pudesse fundar a universidade de Wittemberg.
Trazemos estes acontecimentos, pois Lutero fez a reforma dentro de um contexto. Este é o primeiro capítulo. Não perca as próximas publicações.
Um grande abraço e que possamos continuar caminhando com Lutero!
Fiquem na paz de nosso Senhor Jesus Cristo.
Pastor Clóvis Blank – Conselheiro da LLLB

BIBLIOGRAFIA:
LINDBERG, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001.

Relato sobre os grandes homens do Novo Testamento

Se o evangelista Lucas escrevesse uma carta para a LLLB, talvez ele o fizesse assim:

“Caros amigos, leigos luteranos do Brasil
Antes de tudo, gostaria de me apresentar. Eu sou Lucas, o evangelista. Fui eu quem escreveu o Evangelho que leva o meu nome e também escrevi o relato dos Atos dos Apóstolos, um dos livros históricos do Novo Testamento. Eu nasci na Antioquia, uma cidade grega e lá vivi maior parte da minha vida. Eu era médico de profissão, pintor e músico nas horas vagas. Mas me dediquei à obra do Reino de Deus. Tornei-me discípulo dos apóstolos e mais tarde segui o apóstolo Paulo até o fim de sua vida. Paulo era um grande companheiro e nós nos dávamos muito bem, tanto que ele se lembra de mim como o “médico amado” quando ele escreveu a carta aos Colossenses (4.14).

É verdade, pois, enquanto muitos abandonaram Paulo nas suas viagens, eu sempre me mantive ao seu lado, pois sabia de suas fragilidades na saúde (2 Tm 4.11). Nós éramos companheiros. Trabalhamos na missão de levar Cristo às nações vizinhas. Servi ao Senhor com perseverança. Dediquei-me a história da vida de Cristo e da Igreja primitiva e por isso pude escrever os livros bíblicos acima citados, depois de acurada investigação.

Deus me deu o dom da medicina também, porque a medicina é criação de Deus. O médico tem o dom e a capacidade de curar o físico do ser humano. E isso decorre de Deus. O que for além disso, é milagre, e aí, é Deus mesmo quem opera. O natural “pertence” ao homem, porém, o sobrenatural pertence a Deus. A medicina não age à parte de Deus, mas como instrumento de Deus. Em tempo eu pude compreender que a cura do corpo não é tudo que o ser humano precisa. A pior doença do ser humano está na sua alma. Compreendi que o Evangelho de Jesus Cristo é o bálsamo poderoso para curar o maior mal do ser humano, o pecado, e por isso me engajei nesta missão junto com o irmão Paulo. E não precisei abandonar a medicina para servir a Deus.
Ao escrever o Evangelho ( que leva meu nome: Lucas) quis deixar claro a universalidade da graça de Deus. Ressaltei neste escrito a amável atitude de Cristo com os humildes. Também dei destaque especialmente à oração. Relatei três parábolas de Jesus sobre a oração que não estão nos outros evangelhos. Fiz questão de registrar as orações que Jesus fez em momentos cruciais, como em seu batismo; no deserto, ao ser tentado; na escolha dos discípulos; na transfiguração; antes de ensinar o Pai Nosso; no jardim do Getsêmani e na cruz. Neste Evangelho, também dei destaque às mulheres, que devem ser honradas. Lembro-me de Maria e Isabel; Maria e Marta; as filhas de Jerusalém além de muitas viúvas. Fiz questão de fazer uma narrativa bem completa da biografia de Jesus. O que não estava nos outros escritos existentes, procurei acrescentar, lógico, depois de investigar acuradamente. A biografia de Jesus Cristo precisava ser a mais completa possível e tinha que estar por escrito.

Ao escrever o livro dos Atos dos Apóstolos queria deixar registradas informações sobre a igreja primitiva e possibilitar à igreja do futuro visões dos grandes momentos da era apostólica. Para isso registrei as palavras de Cristo na Ascenção quando ele falou: “sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém com em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Isso me levou a recomendar o cristianismo ao governo romano. Fiz questão de demonstrar que os cristãos eram cidadãos bons e fiéis. Ficou também demonstrado que o cristianismo é uma religião universal para todos os homens de todas as nações. Em resumo, poderia dizer que com esse livro eu queria mostrar a expansão do cristianismo, e como essa religião que começou em Jerusalém chegou a Roma. Era preciso que o mundo soubesse do poder milagroso do Evangelho que foi vencendo as perseguições e foi alcançando corações e se expandindo mundo afora. E com a graça de Deus e com o esforço de cada irmão cristão luterano, este Evangelho continuará mudando as vidas das pessoas, trazendo esperança, salvação e paz.

Eu espero e desejo que cada leigo possa se engajar nesta obra tão especial de proclamar o reino de Deus. Relembro aqui as palavras finais do livro de Atos para que sirva de motivação a você, leigo luterano: “pregando o reino de Deus, e, com toda intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo.

Abraços.
Lucas, o evangelista.

Roberto Schultz – pastor da IELB
Paróquia Esperança de Campo Grande, Cariacica -ES
fone: (27) 3344.7134
Rua da Consolação, 35
Nova Bethânia
29.135-000 – VIANA – ES

Homens do Novo Testamento – Filemon

Morador da cidade de Colossos, Filemom era cristão, muito provável que tenha conhecido Cristo através de Paulo. Com evidências de ser casado com Áfia. Ele torna-se conhecido numa das menores epistolas, sendo esta dirigida por Paulo a ele no final da década de 50 d. C. ou início da década de 60 d. C.

Filemom era muito bem quisto de Paulo. Ele é chamado de amado, companheiro de lutas e ainda Paulo manifesta que a igreja se reunia na casa de Filemom.

Porque uma epístola a Filemom?
Filemom possuía Onésimo como escravo. Onésimo havia fugido e levado com ele alguns pertences de Filemom. Onésimo entra em contato com Paulo, e convertera-se a fé cristã. E Paulo envia Onésimo de volta a Filemom, como mandava a lei. E junto envia uma carta de apelo a Filemom, para que não castigue Onésimo, como lhe seria por direito, e muito pelo contrário o receba como “irmão caríssimo” (v. 15,16). Grande é a possibilidade de Filemom ter aceito o pedido de Paulo de receber Onésimo com carinho.

Contribuição de Filemom
A breve carta não expõe temas doutrinários de destaque. A relevância da carta é pela sua mensagem no que tange ao relacionamento pessoal. No século I, a escravidão era aceita como parte natural do curso da vida. O escravo era considerado uma ferramenta viva e não uma pessoa. A grande ênfase da mensagem de Paulo nesta epístola é quando ele pede que Filemom não receba Onésimo como ele merecia (castigo), mas que o recebesse com “não mais como escravo, mas, acima de tudo, como irmão amado” (v. 16). É um convite a renúncia daquilo que a escravidão pode proporcionar. Paulo sugere que não fosse apenas esta uma atitude isolada na vida de Filemom, mas que fosse praticada sempre.

Por ter escravo, com facilidade Filemom poderia julgar-se superior a outra pessoa. Mas como Paulo já tinha manifestado na epístola aos Filipenses: “que em Cristo não há nem escravo, nem liberto” (Fl 3. 28), ele agora queria que Filemom também praticasse essa imparcialidade por Onésimo.  Ainda é interessante observar que Paulo crê que Filemom receberia Onésimo com amor, quando diz: “Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás moas do que estou pedindo” (v. 21).

Aplicação da vida de Filemom
A mudança de vida é uma proposta sempre atual. A vida santificada que queremos ter nunca é obra concluída. Por isso o apelo de Paulo a Filemom serve-nos de exemplo. Filemom tinha o direito de maltratar seu escravo Onésimo, mas por amor não o fez. Que exemplo positivo podemos citar dizendo: Poderia muito bem ter feito errado, mas a luz de Cristo mudou minha decisão e por seu amor por mim, fiz não o que quis fazer, mas sim o que fui movido a fazer pela minha fé!

O cristão perdoa o irmão faltoso por amor, assim como ele é perdoado pelo amor do Criador!

Referências Bibliográficas

CARSON, Donald A.; MOO, Douglas J.; MORRIS, Leon. Introdução ao Novo Testamento. Tradução de Márcio L. Redondo. São Paulo: Vida Nova, 1997

BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Trad. João Ferreira de Almeida. Barueri/SP : Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

KRETZMANN, Paul E. Popular Commentary of the Bible. New Testament, V. II. Saint Louis: Concordia Publishing House, 1922.

Os Grandes Homens da Bíblia

OS GRANDES HOMENS DA BÍBLIA – NOVO TESTAMENTO
JOSÉ, marido da mãe de JESUS CRISTO [Um homem justo]

O nome José, marido de Maria, aparece na genealogia de Jesus Cristo em Mt 1.1-16. Maria estava prometida em casamento para José. Eram noivos. O noivado judaico era um compromisso tão real que o noivo já se dizia “marido” (Mt 1.19ª), embora não houvesse relações sexuais entre o casal. A lei civil judaica sobre a castidade e o casamento era muito rígida e punia os infratores com um julgamento público e apedrejamento. (Dt 22.23-24). Estas informações são muito importantes para entender o inesperado acontecimento e seus desdobramentos: Maria ficou grávida. José sabia que ele não era o pai. Quem seria o pai da criança?

Maria falou a José que sua gravidez era obra do Espírito Santo. (Lc 1.35). A princípio foi difícil para ele acreditar que o Pai da criança era Deus.
José decidiu romper secretamente o noivado mediante um acordo particular; assinaria os documentos jurídicos necessários porque ele era homem justo. Ele não quis acobertar com o seu nome uma criança, cujo pai ele não sabia. Ele, movido por compaixão, se recusou a entregar Maria ao rigoroso processo da Lei e à exposição pública que lhe traria a desonra.

O rompimento do noivado foi uma decisão dramática, resultado de muitas ponderações, quando em sonho um anjo do Senhor lhe disse: “[…] não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.” (Mt 1.20). José ficou sabendo neste primeiro sonho que Jesus é o Messias (Mt 1.21-22).
A partir da intervenção divina houve uma reversão de atitude: José assumiu a paternidade legal de Jesus como pai adotivo segundo a lei. Os planos de casamento com Maria não foram cancelados. Jesus é um descendente de Davi porque José era desta linhagem.

Algum tempo depois do nascimento de Jesus em Belém da Judéia, José teve um segundo sonho. O anjo o orientou como proteger a vida do menino, fugindo com a família para o Egito, permanecendo lá até à morte de Herodes. José retornou do Egito e se estabeleceu em Nazaré. Trabalhava como carpinteiro. Seu nome é mencionado pela última vez quando Jesus foi levado aos 12 anos a Jerusalém para a Festa da Páscoa. (Lc 2.42). Não há mais informações sobre José.

DESTAQUES NA VIDA DE JOSÉ
– José, um homem de fortes convicções seguiu as orientações de Deus que o capacitaram para a função de pai terreno de Jesus.
– Foi coerente nas suas atitudes.
– Foi um homem de virtudes cristãs elevadas: responsável, justo, compassivo e discreto.
ENSINAMENTOS
– Deus quer homens humildes de espírito e íntegros.
– As pessoas são escolhidas por Deus independentemente de sua posição social.
INFORMAÇÕES SOBRE JOSÉ
Yosef, nome hebraico, cujo significado é: Deus acrescente.
Lugares importantes na vida de José: Nazaré, Egito, Belém.
Profissão: carpinteiro.
Familiares: Esposa – Maria. Filhos: Jesus, Tiago, José, Judas, Simão e as filhas.
Contemporâneos: Herodes, o Grande; João Batista; Simeão; Ana.
História de José: Mt 1.16 2.23 e Lc 1.26 2.52.

VERSÍCULO CHAVE
“Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.” (Mt 1.19-20).
Eduvino Krause Filho
Pastor Conselheiro da LLLB.