Arquivo da categoria: Mural

LLLB se faz presente no Congresso da JELG

DSC02209

Nos dias 12 a 15 de fevereiro de 2016, ocorreu em Bozano/RS o Congresso da JELG (Juventude Evangélica Luterana Gaúcha). A LLLB se fez representar na pessoa do Pastor Conselheiro Clóvis Blank, que na oportunidade falou sobre o trabalho da LLLB destacando um dos projetos: “Nenhum vocacionado fora do seminário”. Lembrando aos jovens presente que todas as vocações são importantes, mas de forma especial, incentivou os jovens a que pensem com carinho na possibilidade de servir a Deus como pastores. Também solicitou que os jovens incentivem os homens (leigos) a que trabalhem em seus departamentos, e onde ainda não tiverem departamentos formados que trabalhem pela formação destes. Ressaltando a importância da continuidade no trabalho da igreja, lembrando-os que um dia se tornarão servas e leigos e que devem engajar-se também nestes departamentos no futuro.
Externou o abraço de toda a diretoria nacional da LLLB aos jovens e colocou-se à disposição para que sempre trabalhem unidos em Cristo, nosso refúgio e fortaleza.

CAMINHANDO COM LUTERO IV

John Huss

Como vimos anteriormente, a Reforma Luterana do Século XVI não aconteceu isoladamente. Outras pessoas (Teólogos/Pensadores) também procuraram levar a Igreja de então a uma reflexão sobre suas doutrinas e suas práticas. Os pecados da Igreja da época: abuso do poder, ostentação e luxo, venda do perdão dos pecados, venda de cargos eclesiásticos, “politicagens”, foram combatidas por pessoas escolhidas por Deus. No entanto, o destino dessas pessoas, foi muito parecido: EXCOMUNHÃO, CONDENAÇÃO, MORTE!

JOHN HUSS

Nascido em 1369 (ou 1371) na Boêmia, onde hoje se localiza a República Tcheca, John Huss teve uma formação filosófica e teológica, apesar de ser oriundo de família humilde. Na Universidade de Praga, tornou-se professor de teologia em 1398, sendo ordenado padre em 1400. Em 1402 ele foi nomeado reitor e pregador da capela da Universidade. Ali, na Capela de Belém, ele pregou com dedicação a reforma que tantos outros checos propunham desde o tempo de Carlos IV. Segundo o historiador Justo Gonzalez: “Sua eloquência e fervor eram tamanhos que aquela capela em pouco tempo se transformou no centro do movimento reformador”.

Estudioso dos escritos de John Wycliff, de quem adotava algumas idéias, Huss passou a pregar em seus sermões que a bíblia era a grande autoridade dentro do cristianismo e o grande paradigma para a vida do cristão, contrapondo-se à autoridade da hierarquia eclesiástica. Defendia que a comunhão (Eucaristia) deveria ser oferecida a todos os fieis. Além disso, John Huss pregava a ideia de uma Igreja humilde, contra a ostentação e luxo que apresentava a Igreja de então

Segundo Gonzalez: “Huss nunca se tornou um adepto de Wycliff. Os interesses do inglês não eram os mesmos do boêmio, que não se preocupava tanto com as questões doutrinárias como com uma reforma prática da igreja. Ele particularmente nunca esteve de acordo com o que Wycliff tinha dito sobre a presença de Cristo na ceia, e até o fim continuou defendendo uma posição muito semelhante à que era comum em seu tempo – a transubstanciação”..

A postura de Huss de falar contra certos pecados da Igreja causou uma forte oposição, como era de se esperar. Entretanto, as condições sociais a que estava submetida grande parte da população da região em que John Huss vivia, contribuíram para que a situação se tornasse ainda mais conflituosa. Huss tinha a favor de si a humildade, gentileza e o carisma popular. A pregação de Huss contra a situação de exploração e miséria a que estavam submetidos os camponeses da Boêmia fez com que ele conseguisse pessoas que o admiravam e outras que tinham ressalvas severas contra seus ensinos.

É preciso também saber que grande parte da nobreza proprietária das terras da Boêmia eram de origem alemã. As idéias de John Huss conseguiram sensibilizar os nobres de origem tcheca, que viam em suas pregações uma forma de enfrentar os germânicos. Com isso, Huss garantiu sua eleição para o cargo de reitor na Universidade de Praga, em 1409, sob as ordens do rei da Boêmia, Venceslau IV. A indicação de Huss era uma forma de contrapor a influência germânica dentro da Universidade.

Rapidamente a Igreja católica passou a se manifestar contra a presença de John Huss na Universidade. O papa decretou um interdito, banindo as cerimônias religiosas em Praga enquanto Huss estivesse na cidade. As posições contra a venda das indulgências e demais críticas contra a Igreja levaram-no a ser acusado de heresia. Em 1412, Huss foi excomungado.

À época havia na Europa católica três papas, no fenômeno conhecido como Cisma do Ocidente. Para tentar sanar a situação, foi convocado o Concílio de Constança, em 1414, que, dentre outras coisas, julgaria alguns casos de heresia.

John Huss foi convocado para o Concílio de Constança, portando um salvo-conduto dado pelo rei Segismundo de Luxemburgo para que pudesse apresentar os motivos de suas ideias. Tal medida não impediu que Huss fosse preso durante os sete meses que duraram seu julgamento, e ele não conseguiu convencer os altos dignatários e também não renunciou a seus posicionamentos. Foi condenado por heresia pelo Concílio e no dia 06 de julho de 1415 foi queimado na fogueira.

Quando foi convidado a se retratar dos seus ensinos, segundo Justo Gonzalez ele teria dito: “Apelo a Jesus Cristo, o único juiz todo-poderoso e totalmente justo. Em suas mãos eu deponho a minha causa, pois Ele há de julgar cada um não com base em testemunhos falsos e concílios errados, mas na verdade e na justiça.

E ainda finalizando o relato sobre a vida de John Huss, Justo Gonzalez descreve:
“Por vários dias o deixaram encarcerado, na esperança de que fraquejasse e se retratasse. Muitos foram lhe pedir que o fizesse, talvez sabendo que sua condenação seria uma mancha indelével para o concílio de Constança. Mas João Huss continuou firme. Por fim, no dia 6 de julho, ele foi levado para a catedral de Constança. Ali, depois de um sermão sobre a teimosia dos hereges, ele foi vestido de sacerdote e recebeu o cálice, somente para logo em seguida lhe arrebatarem ambos, em sinal de que estava perdendo suas ordens sacerdotais. Depois lhe cortaram o cabelo para estragar a tonsura, fazendo-lhe uma cruz na cabeça. Por último lhe colocaram na cabeça uma coroa de papel decorada com diabinhos, e o enviaram para a fogueira. A caminho do suplício, ele teve de passar por uma pira onde ardiam seus livros. Mais uma vez lhe pediram que se retratasse, e mais uma vez ele negou com firmeza. Por fim orou, dizendo: “Senhor Jesus, por Ti sofro com paciência esta morte cruel. Rogo-Te que tenhas misericórdia dos meus inimigos”. Morreu cantando os salmos.
Apesar de sua morte, os conflitos na Boêmia se intensificaram, originando o que ficou conhecido como Revolução Hussita, entre os anos de 1419-1437.

BIBLIOGRAFIA
GONZALEZ, Justo L., Uma história ilustrada do cristianismo, Vol. 5, páginas 95 a 102, editora Vida Nova.

Pastor Adelar Munieweg – Conselheiro da LLLB 2015/2017

CAMINHANDO COM LUTERO – PARTE III

121996-004-5DCF3D87

Estamos chegando bem perto da história de Lutero…
Hoje queremos conversar sobre a vida de John Wyclif
Wyclif nasceu em 1328. Ele estudou e ensinou em Oxford, Inglaterra, a maior parte da sua vida. Até o ano de 1378 ele queria reformar a igreja através da eliminação dos clérigos (padres, bispos, etc) imorais, e também com isso estes perderiam o direito à propriedade que eles tinham. Segundo Wyclif os líderes da igreja poderiam usar os bens da igreja, mas não teriam direito a posse deles. A falha em cumprir suas funções seria razão suficiente para a autoridade civil tirar os bens deles e entrega-los somente aos que servem a Deus dignamente (CAIRNS, 1995, p. 204).
Essa reivindicação de Wyclif agradava os nobres que esperavam se apoderar dos bens da Igreja Romana. Por isso Wyclif obteve proteção deles para que a igreja de Roma não o pegasse.
Mas a luta dele não foi só por causa das propriedades. A partir de 1378 ele começou a se opor as doutrinas ensinadas, das quais destaco algumas de suas posições:
– Em 1382 ele escreveu em um livro que Cristo, e não o papa, era o chefe da igreja;
– Afirmou que a Bíblia, e não a Igreja, era a autoridade única para o crente, e que a Igreja Romana deveria se moldar segundo a Igreja do Novo Testamento;
– No ano de 1382 Wyclif se opôs a doutrina da transubstanciação. Essa doutrina ensina que o pão e o vinho se transformavam no corpo e sangue de Cristo na Santa Ceia. Nós luteranos cremos na presença real, onde cremos que não há transformação da substância, mas que Cristo está presente de forma real na ceia, juntamente com o pão e o vinho, assim como Jesus mesmo instituiu. Isso mexeu com a Igreja Romana, pois tirava o “poder de dar a salvação” das mãos do bispo, visto que eles acreditavam que o sacerdote tinha o poder para transformar os elementos da ceia.
– Condenava o comércio de indulgências e veneração de relíquias;
– Criticava veementemente as cerimônias externas e tradições humanas que ofuscavam a Palavra de Deus;
Em 1382 Wyclif terminou a primeira tradução completa do Novo Testamento para o inglês, dando a possibilidade ao povo de ler a Bíblia em sua língua materna. Em 1384 Nicolau de Hereford terminou a tradução do Antigo Testamento para o inglês.
Um fato marcante da vida de Wyclif é que quando ele se encontrava acamado em Londres e muito enfermo, vieram certos frades para lhe dar conselhos. Depois de ouvir eles pedirem que ele se retratasse de tudo o que havia ensinado antes de sua morte, ele com muita coragem recostou-se na cama e recitou as palavras do Salmo 118.17: “Não morrerei, antes viverei e contarei as obras do Senhor” (FOXE, 2005, p. 63-64).
Faleceu em 1384 em Lutterworth, onde ocupava o cargo de pregador. Um fato marcante foi que mesmo depois da morte, o ódio e a perseguição a ele não terminou. Por uma determinação do concílio de Costnitz que condenou a sua doutrina, os seus restos mortais foram exumados e queimados, sendo que as cinzas foram jogadas em um rio, bem longe de qualquer igreja.
Este relato da vida de John Wyclif tem muito a nos ensinar. Uma bela conclusão a que chegamos, é que podem até destruir o nosso corpo e tentar apagar aquilo que falamos e ensinamos, mas a Palavra de Deus permanece para sempre. Mesmo que condenaram e exumaram o corpo deste pré-reformador, o seu ensino permaneceu e por isso podemos e devemos continuar dizendo: “Vou viver e anunciar o que o Senhor tem feito”. Amém

Referências Bibliográficas
CAIRNS, Earle E. O cristianismo através dos séculos: uma história da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova, 1995.
FOXE, John. O livro dos mártires. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.
JUST, Gustav. Deus despertou Lutero: Vida e obra do Reformador com alguns capítulos introdutórios e conclusivos da história geral da Igreja e da missão. Porto Alegre: Concórdia, 2003.

Pr. Clóvis Blank
Pastor Conselheiro da LLLB

OLHAR PARA O FUTURO COM ESPERANÇA, NAS CERTEZAS DAS VITÓRIAS DO PASSADO!

Ano NOvo

O autor do livro bíblico de Hebreus escreve: Assim nós temos essa grande multidão o de testemunhas ao nosso redor. Portanto, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que se agarra firmemente em nós e continuemos a correr, sem desanimar, a corrida marcada para nós. Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, (Hb 12.1,2)
No texto bíblico acima destaquei duas palavras: ASSIM e PORTANTO. Elas nos convidam a olhar para o passado, no caso do texto, para o capítulo 11, ao mesmo tempo olhar para o futuro. Isso é muito significativo, pois deixamos o ano de 2015 e entramos em um novo ano! Na Igreja Cristã, o calendário de um novo ano foi iniciado quatro domingos antes do natal. O ano civil começa em janeiro; o ano da Igreja, em dezembro. O ano civil quer esquecer as amarguras do passado e cultivar as esperanças do futuro. O ano da Igreja quer relembrar vitórias do passado e encarar certezas do futuro. O ano civil, ao iniciar em Janeiro, tem sua origem em JANO – deus pagão, (em latim Janus) foi um deus romano que deu origem ao nome do mês de janeiro. Era o porteiro celestial, sendo representado com duas cabeças, representando os términos e os começos, o passado e o futuro. De fato, imagina-se que era o responsável por abrir as portas para o ano que se iniciava, e toda porta se volta para dois lados diferentes. Era representado por uma figura de dois rostos capazes de olhar para trás e para frente.
O ano da Igreja, ao iniciar quatro domingos antes do Natal, coloca à nossa frente a presença segura do divino guia – Jesus – e à nossa retaguarda o exemplo estimulante de milhares e milhares de vencedores. Tudo isso nos faz considerar o fato de que podemos olhar em duas direções, o que é um conforto para aqueles que repousam nas promessas de Cristo Jesus: (1) olhamos para o passado e reconhecemos a vitória sobre as dificuldades; (2) olhamos para o futuro e vemos a vida cristã ativa!
Voltando ao texto que citei antes, vemos que a palavra “ASSIM” estabelece um elo de ligação com o capítulo anterior, que fala dos heróis na fé. O interessante é que o autor de Hebreus nos coloca junto deles dizendo: “assim nós temos”, na linguagem tradicional: “também nós”. Assim como os heróis da fé TAMBÉM NÓS podemos vencer como eles! Podemos vencer as dificuldades que venceram para que “possamos continuar a correr, sem desanimar, a corrida marcada para nós”.
Convido o leitor a pegar a sua Bíblia e realizar uma cuidadosa leitura do capítulo 11 de Hebreus. Uma parte dos personagens bíblicos citados teve um final feliz nesta vida. Outra boa parte morreu sem ver a justiça feita, ou a solução de um problema, sendo que muitos tiveram mortes terríveis. O detalhe é que todos, independentemente do resultado neste lado da eternidade, olharam a vida do ponto de vista da eternidade, o fim da jornada. Lá, o resultado sempre será positivo, se aqui os nossos olhos estiverem em Cristo!
E você? Olhe para trás e veja quantas batalhas você já venceu! Quantas bênçãos materiais e espirituais você já recebeu. A maior delas, o relacionamento com Deus por meio de Cristo Jesus. Na verdade, o grande herói de nossas vitórias é o próprio Deus, que não desiste de nós. Vamos nós desistir dele?
Portanto, assim, podemos olhar para o futuro. Esse olhar, com base nas vitórias de Deus atestada em tantas vidas, também em nossa própria vida, leva-nos a olhar para frente. E este olhar começa fixo na pessoa do Salvador: conservemos os nossos olhos fixos em Jesus (Hebreus 12.2)
Um grupo de alpinistas não pôde atravessar um precipício sobre um tronco que servia de ponte, coisa que haviam feito com naturalidade na noite anterior. Por quê? Porque, na noite anterior, o guia iluminou apenas o tronco e agora, de dia, vendo quão fundo era o precipício, o medo dominou aquelas pessoas. Quando olhamos para as circunstâncias, para os problemas e deixamos de olhar para Jesus que tem cuidado de nós, nos desesperamos. Dizemos que os outros não têm fé, mas revelamos nosso coração incrédulo diante dos desafios que nos assombram.
Se você tem ficado desesperado diante das circunstâncias, saiba que ainda assim, Deus ama muito você, e tem um plano maravilhoso para sua vida; você pode encarar os problemas do mesmo jeito que o apóstolo Paulo: Irmãos, queremos que saibam das aflições pelas quais passamos na província da Ásia. Os sofrimentos que suportamos foram tão grandes e tão duros, que já não tínhamos mais esperança de escapar de lá com vida. Nós nos sentíamos como condenados à morte. Mas isso aconteceu para que aprendêssemos a confiar não em nós mesmos e sim em Deus, que ressuscita os mortos. (2 Co 1.8,9)
Mesmo em meio aos seus problemas, Deus está presente. Ele os usa para lhe amadurecer. Diga para Deus: “Senhor, diante de tão grande multidão de testemunhas ao meu redor, quero deixar de lado tudo o que me atrapalha e o pecado que se agarra firmemente em mim e continuar a correr, sem desanimar, a corrida marcada para mim. Ajuda-me a conservar os meus olhos fixos em Jesus. Amém”. Feliz e abençoado 2016!

Pr. Renato Hoerlle – CEL Cristo Redentor, Pelotas/RS
renato.hoerlle@gmail.com

EU CREIO EM JESUS

NATAL LLLB

“…a fim de que eu servisse de exemplo aos que haviam de crer nele para a vida eterna” (1 Timóteo 1:16).
Li recentemente a história de um homem chamado Oswald Golter. Ele era um missionário na China durante a década de 40, no século passado. Depois de dez anos de trabalho ininterruptos, estava retornando para casa. Seu navio fez uma parada na Índia e enquanto esperava o momento de voltar ao lar, encontrou um grupo de refugiados que vivia num armazém no cais. Rejeitados por todos e sem qualquer tipo de ajuda, eles viviam ali de maneira precária. Golter foi visitá-los e como era véspera de Natal, além de lhes desejar um “Feliz Natal”, perguntou-lhes o que gostariam de receber por ocasião daqueles dias festivos.
– “Não somos cristãos, não acreditamos no Natal,” responderam.
– “Eu sei,” disse-lhes o missionário, “mas o que querem neste Natal?”
Disseram que gostavam muito de um tipo de massas (uma espécie de pastel) e Oswald Golter pegou uma boa quantia que havia reservado para seu uso ao regressar para casa e comprou muitas cestas daquelas massas, levando-as a seguir ao grupo, desejando-lhes um “Feliz Natal”.
Mais tarde, um dos seus alunos, que a tudo presenciara, perguntou:
– “Senhor, por que fez isso por eles? Eles nem eram cristãos. Nem crêem em Jesus.”
– “Eu sei,” ele respondeu, “mas eu creio!”
Jesus nasceu para que eu tivesse um Salvador. Ele nasceu para morrer. Morrer pelos meus pecados, para que eles fossem perdoados. Em resposta a esse grandioso amor e perdão (que é o grande presente do Natal!), posso viver uma vida diferente mesmo quando muitos ao redor de mim não o fazem. E, se deixar a luz de Cristo brilhar em mim e através de mim, certamente verei um mundo melhor, serei mais feliz e farei muitas pessoas mais felizes.
O apóstolo Paulo escreveu: “…a fim de que eu servisse de exemplo aos que haviam de crer nele para a vida eterna” (1 Timóteo 1:16).
No exemplo de Paulo, no exemplo de Osvald Golter e de tantos outros homens de Deus, nós Leigos Luteranos da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, vamos marchando, proclamando o Evangelho Maravilhoso do Perdão e da Vida Eterna que temos pela fé em Cristo, a razão e o sentido do nosso Natal.
Um desafio e um privilégio para cada dia do ano e, especialmente nesta época de natal e ano novo é dizer a este mundo tão sofrido:
– “MAS EU CREIO!”
UM FELIZ NATAL COM JESUS! UM FELIZ NATAL DE JESUS!

JUNTOS SOMOS MAIS!
Pastor Adelar Munieweg
Conselheiro da LLLB

CAMINHANDO COM LUTERO – PARTE II

CAMINHANDO COM

CAMINHANDO COM LUTERO II – SITUAÇÃO RELIGIOSA E FATOS QUE MARCARAM A IDADE MÉDIA TARDIA

A nossa caminhada com Lutero ainda não chegou a ele. Mas para todo exercício é necessária a preparação. Portanto, antes de chegarmos a Lutero vamos fazer o “aquecimento e alongamento” com os fatos anteriores a reforma luterana.
A situação religiosa – A igreja ia crescendo e com isso foi necessário que houvessem mais pregadores em comunidades maiores. E alguns destes pregadores tiveram mais prestígio e foram chamados de bispos. Eram principalmente os bispos de Roma, Jerusalém, Antioquia e Constantinopla que desfrutavam de grande autoridade.
As comunidades menores buscavam conselhos nestes lugares para assuntos mais graves. A maior influência dos bispos foi de Roma.
Com o passar do tempo os bispos de Roma se acharam mais importantes do que os outros bispos e se atribuíram o direito de serem somente eles os árbitros na Igreja de Deus. Também ficavam muito irritados quando alguém resolvia não se submeter ao seu julgamento.
Eles passaram a afirmar que Pedro fora o fundador da comunidade em Roma, e seu bispo, durante um longo período.
Gregório VII, o antigo monge Hildebrando, ocupou o trono papal em 1073. Ele proibiu o casamento dos sacerdotes e exigiu que todos os sacerdotes recebessem o seu cargo e seus territórios não do poder secular, mas unicamente de suas mãos. Ele dizia: “Assim como a Lua recebe a sua luz do sol, assim os imperadores e príncipes devem ser investidos no poder através do papa. O papa é o representante de Cristo na terra. Por isso, todos os senhores e poderosos deste mundo lhe devem obediência. Somente ele tem o direito e o poder de empossar e de depor”.
O surgimento do papado em Avignon: De 1309 a 1378 a sede do papado foi transferida para Avignon (França) levando o poder do papado para lá.
O que se via neste papado segundo um poeta da época, chamado Petrarco, era: luxúria, mundanalidade, era para ele o “esgoto do mundo” (LINDBERG, 2001, p. 59). Críticos começaram a murmurar dizendo que Jesus disse a Pedro para apascentar as ovelhas (Jo 21.15-17) e não as tosquiar.
Em março de 1378, com a morte do papa Gregório XI o papado voltou para Roma. Lá foi escolhido Urbano VI. Só que em setembro deste ano os cardeais alegaram que a eleição tinha sido inválida por suposta pressão das multidões. Então escolheram Clemente VII para ser papa. A partir daí um residia em Roma e outro em Avignon. O problema é que os dois se consideravam papas e um excomungou o outro. E agora? A quem se deveria a honra e autoridade papal? Quem seria o representante de Cristo na terra? Com isso o prestígio do papado caiu muito.
O surgimento de um papado tríplice: Em 1409 cardeais de cada um dos papas reuniram-se para um concílio onde decidiram depor os dois papas considerando-os como cismáticos e hereges notórios, elegendo um novo papa, Alexandre V, arcebispo de Milão. Imaginem o que aconteceu? Três papas!
Além de tudo isso, se somava o pouco caso que se fazia ao celibato. Os filhos bastardos dos bispos se moviam no meio da nobreza, reclamando abertamente o sangue de que eram herdeiros. Até o digníssimo dom Pedro Gonzáles de Mendonza, que sucedeu a dom Alonso Carrillo como arcebispo de Toledo, tinha pelo menos dois filhos bastardos, a quem mais tarde, com base no arrependimento do arcebispo, Isabel declarou como legítimos. Se isso ocorria no alto clero, a situação não era melhor entre os padres paroquianos, muitos dos quais viviam publicamente com suas concubinas e filhos. E visto que tal situação não tinha a permanência do casamento, eram muitos os sacerdotes que tinham filhos de várias mulheres (GONZALES, 1995, p. 23).
Onde está a autoridade para decidir entre questões religiosas? No papado? Nos concílios? Ou na Palavra de Deus? Será que todos ficaram quietos e aceitaram todas estas coisas que estavam acontecendo? Não.
As cenas dos próximos capítulos vão nos falar de homens como John Wickiff e John Huss.

Referências Bibliográficas
GONZÁLES, Justo L. E até os confins da terra. Uma história ilustrada do cristianismo. São Paulo: Vida Nova, 1995. v.6
JUST, Gustav. Deus despertou Lutero: Vida e obra do Reformador com alguns capítulos introdutórios e conclusivos da história geral da Igreja e da missão. Porto Alegre: Concórdia, 2003.
LINDBERG, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001.

Pr. Clóvis Blank, Conselheiro da LLLB

TEMPO DE ADVENTO – 2º DOMINGO

TEMPO DE ADVENTO2

ADVENTO quer dizer vinda. É um tempo em que a igreja olha para o cumprimento final da volta de Cristo, ao mesmo tempo em que olha para o passado, lembrando o cumprimento das promessas de Deus em Belém. Geralmente ressalta-se três significados do ADVENTO:
1º a vinda do Senhor como nosso irmão, no Natal;
2º a vinda do Senhor pela palavra e sacramentos;
3º a vinda do Senhor em glória no final dos tempos.
Um sentido está presente em qualquer desses significados: o de uma antecipação e expectativa alegre e solene. Desta forma, o ADVENTO não serve apenas como preparação para o Natal, mas também como introdução apropriada para todo o Ano Litúrgico da Igreja.
As quatro velas de Advento nos lembram a cada Domingo que passa que Jesus está chegando. A vela branca, símbolo da pureza de Cristo, é acesa no Natal, ponto alto desse período. A cor azul/roxa dos paramentos, símbolo de esperança celeste, quer nos animar a aguardarmos com alegria a vinda do Salvador.
Convidamos a cada leigo, junto com sua família, a preparar sua coroa de Advento e nos próximos 4 domingos, que antecedem o Natal, ter o seu momento de culto no lar, louvar a Deus com canções natalinas e meditar na Palavra do Senhor.
Que Deus os abençoe em todo o tempo, e muito especialmente neste tempo de espera, tempo de Advento!
(Colaborador: Renato Hoerlle, pastor na CEL Cristo Redentor, Três Vendas – Pelotas/RS)

LLLB ministra aula aos estudantes de Teologia (estagiários de 2016)

LLLB ministra aula a

No dia 03.12.2015 o Sr. Luis Philipsen (Vice secretário da LLLB) e o pr. Adelar Munieweg (Pastor Conselheiro da LLLB), estiveram no Seminário Concórdia, ministrando aula aos estudantes do 4º ano de Teologia. Por ocasião deste encontro, foi apresentado aos estudantes um breve resumo da História e do Trabalho da LLLB, também foi compartilhado sobre as ações dos Leigos Luteranos nas construções e reformas do Seminário Concórdia, e a contribuição com Bolsas de Estudo que a LLLB tem concedido ao Seminário Concórdia para auxílio a estudantes.
Os representantes da LLLB apresentaram aos futuros estagiários um trabalho digno de ser imitado, o PROJETO NEEMIAS, do Distrito DIESNORTE (ES). Os leigos unidos no propósito de que “Juntos somos mais” tem feito a diferença no trabalho da Igreja no Norte do Espírito Santo e Sul da Bahia. Vários sonhos de construções de Igrejas foram realizados através do apoio e empenho das ligas de leigos que compõem o distrito. Este apoio do DIESNORTE e de toda a LLLB estendeu-se ao trabalho Missionário na África. E, seguindo o compartilhar de bênçãos que Deus tem concedido a IELB com participação da LLLB, foi citado o bonito exemplo de parceria que está acontecendo na cidade de Pelotas,RS, onde Leigos, Servas e Jovens, querendo conhecer mais a Palavra de Deus, juntamente com os pastores e toda liderança distrital, decidiram juntar forças e criar o INSTITUTO BÍBLICO MARTINHO LUTERO – um centro de estudos da Palavra de Deus e de formação de liderança cristã.
A pedido do pr. Martinho Sonntag, o pr. Adelar falou com os estudantes sobre o trabalho da Capelania Hospitalar desenvolvido em parceria entre as congregações dos distritos Sul 1 e Sul 2 no RS. Neste trabalho ressalta-se o empenho do Leigos, Servas, Jovens, Famílias da Igreja Luterana do Extremo Sul do RS.
Após as exposições, foi dado oportunidade para que os estudantes fizessem perguntas e conversassem sobre as expectativas de futuro. Os representantes da LLLB finalizaram o encontro reafirmando aos futuros estagiários, o apoio da LLLB e conclamaram a todos, para que haja o empenho conjunto no despertar de novas vocações. Lembrando o projeto: “Nenhum vocacionado fora do Seminário”.
(Pr. Adelar Munieweg, Pastor Conselheiro da LLLB)

LLLB realiza Congresso Distrital do DIGRA

QzxIqkc7Q6Ed6FXLQXnDDumZPBGoIGjaGRSJyU9HcfA,mgfCBn9ysqchZy9N8YoF9Qp3x8pUO5eLcaq9gnGGZTQ

No dia 29/11 aconteceu o Congresso Distrital da Liga de Leigos Luteranos do Brasil (LLLB) do Distrito do Vale do Rio Gravataí (DIGRA), nas dependências da Congregação Evangélica Luterana São Marcos de Alvorada, RS. A programação reuniu cerca de 45 participantes e contou coma presença do presidente nacional da LLLB, Samuel Neugebauer.

Na oportunidade, o professor Rev. Clóvis Gedrat palestrou sobre o tema “Ética Crista na pós-Modernidade”. “Assunto palpitante para nós, leigos, que fazemos parte desta pós-modernidade junto a toda a sociedade, seja familiar, religiosa e principalmente profissional, seja em qualquer área de atuação. Fiquei feliz por ouvir questionamentos, testemunhos e opiniões de vários leigos, para debater com o palestrante. Isto faz o leigo crescer em sua espiritualidade, fazendo com que cada vez mais estejamos juntos, unidos, e UNIDOS E JUNTOS SOMOS MAIS”, avaliou Samuel Neugebauer.

O presidente da LLLB destacou ainda a disposição dos leigos de aumentar suas atividades como Distrito, promovendo outros encontros. O próximo, inclusive, já está programado para acontecer em Nova Santa Rita, onde está se formando um departamento da LLLB.

“Retiros, Acampamentos, Encontros Esportivos, são várias as atividades possíveis de serem realizadas numa Liga ou mesmo num Distrito. Que os leigos do DIGRA consigam continuar e colocar em prática as ideias que lá surgiram. E que Deus, nosso Pai amoroso, lhes abençoe nesta caminhada e nós, da LLLB queremos sempre participar com todos”, concluiu Samuel Neugebauer.

A LLLB reforça que todos os Distritos e Ligas entrem em contato com a direção nacional para comunicação e aproximação, afim de cumprir com a missão da IELB de Proclamar Cristo para Todos.

Seguem os contatos da LLLB Nacional:

PRESIDENTE (Samuel): presidencia@lllb.org.br

SECRETÁRIO (Ronei): secretaria@lllb.org.br

TESOUREIRO (Gilnei): tesouraria@lllb.org.br

SECRETÁRIA EXECUTIVA (Raquel): secretaria.executiva@lllb.org.br